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Produção Orgânica em debate na Embrapa (17/11/09)

Foto: Ana Luiza B. Viegas
Embrapa Clima Temperado

Um painel sobre pesquisa em produção orgânica e agroecologia na Embrapa, foi um dos temas do primeiro dia de atividades do I Simpósio sobre Produção Orgânica: Frutas e Hortaliças e o I Seminário Técnico Internacional em Agroecologia. Evento que acontece até quinta (19.11), na Embrapa Clima Temperado em Pelotas.

Na ocasião o Gestor do Macroprograma 1 da Embrapa, Jefferson Costa, explicou que esse tipo de projeto de pesquisa na Embrapa engloba os assuntos considerados estratégicos para o país, onde se procura identificar segmentos rurais do país, que demandem resultados de pesquisa de diversos temas. “A agroecologia é uma alternativa de produção sustentável para o Brasil e, por isso, a Embrapa conta com dois importantes projetos nesse segmento, que servem tanto para: gerar tecnologias que aprimorem a produção orgânica no Brasil quanto para promover a transição agroecológica.nas cinco regiões do Brasil”, explica Jefferson.

Ele explica que somando esses dois projetos existem quase 500 pesquisadores envolvidos em todo o Brasil, trabalhando em rede. “Somente nesses dois projetos, a Embrapa está investindo cerca de R$ 6 milhões. Além desses dois, a instituição conta ainda com diversos projetos voltados para esse segmento, em outros macroprogamas”, explicou.

Um dos projetos, intitulado “Bases científicas e tecnológicas para o desenvolvimento da agricultura orgânica brasileira”, liderado pelo pesquisador da Embrapa Agrobiologia, José Antonio Azevedo Espindola foi apresentado durante o evento. Resumidamente, ele explicou que a proposta contempla alguns projetos componentes envolvendo: manejo de recursos naturais (indicadores de qualidade do solo, fertilizantes orgânicos), sistemas de produção animal (métodos alternativos de manejo nutricional e sanitário, maior bem estar dos animais, através da seleção de espécies arbóreas em área de pasto, para animais criados em sistemas orgânicos de produção), sistemas de produção vegetal (consórcio e rotação de culturas, utilização de adubação verde, estabelecimento de sistemas de produção para determinadas culturas), fitossanidade (monitoramento de pragas e doenças, estabelecimento de metodologias alternativas de controle que inibam pragas e doenças, aplicação de determinadas substâncias que induzam resistência vegetal, controle de fitonematóides), cultivares (identificar cultivares de hortaliças, grãos, fruteiras tropicais e de clima temperado, entre outros), qualidade e processamento de alimentos (técnicas relacionadas a manejo de pós-colheita, aumento da vida de prateleira dos alimentos orgânicos, processamento de frutas) e apropriação e socialização do conhecimento (capacitação de agricultores, agricultura urbana, avaliações de sustentabilidade junto aos agricultores, avaliação e percepção do consumidor em relação à qualidade de produtos orgânicos).

O outro projeto do Macroprograma 1 da Embrapa, intitulado “Transição Agroecologica: construção participativa do conhecimento para a sustentabilidade”, liderado pelo pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Carlos Alberto Medeiros, reúne mais de 25 Unidades da Embrapa, distribuídas nas cinco regiões do Brasil e conta com 29 instituições parcerias. Conta com três projetos componentes sobre: gestão do conhecimento (organização e sistematização do conhecimento tanto tradicional quanto científico, capacitação te técnicos), geração de conhecimentos e tecnologias (materiais genéticos adequados a agroecologia, manejo dos materiais genéticos, insumos voltados para transição, especialmente os fitoprotetores e redesenho dos sistemas produtivos) e subsídios a políticas públicas (fornecer subsídios para políticas públicas de apoio à agroecologia, para ampliar a capacidade de produção, entre outros).

O evento organizado pelo PAC Embrapa reúne produtores, estudantes e técnicos e tem como foco principal debater o gerenciamento total da produção agrícola com vistas a promover e realçar a saúde do meio ambiente, preservar a biodiversidade, os ciclos, as atividades biológicas do solo e a transferência de tecnologias em processos de produção orgânica.

De acordo com o Chefe Geral da Embrapa Clima Temperado, Waldyr Stumpf Júnior, “a sociedade, hoje, demanda sustentabilidade. É uma busca interminável de sistemas sustentáveis”. Em pronunciamento, afirmou ainda que “realizar um evento como esse é um momento especial, não só para quem participa, mas também para a Unidade que promove atividades comprometidas com acrescentar algo a mais em nossas vidas”, finalizou.



Christiane Rodrigues Congro – Mtb-SC 00825/9
Colaboração: Giulliane Viêgas (estagiária)
Embrapa Clima Temperado
Contatos: (53) 3275-8113 - congro@cpact.embrapa.br