Sob o aspecto ambiental a avicultura colonial contribui para a transformação de resíduos de culturas como a batata-doce,
mandioca, girassol, sorgo, abóboras, e outros grãos e hortaliças em proteínas de origem animal.
O desenvolvimento da avicultura colonial contribui também para agregação de outros sistemas de produção
como os quintais orgânicos (outra proposta da Embrapa Clima Temperado), a produção de batata-doce,
produção de pastagens para manejo rotativo, o que poderá permitir maior oferta de alimentos para consumo e
comercialização dos excedentes.
Outro benefício destas atividades são os ganhos ambientais decorrentes da integração
avicultura X produção vegetal, como o menor gasto de combustíveis fósseis para produção e transporte de rações e o
aproveitamento de resíduos de lavouras, anteriormente desperdiçados ou subaproveitados, gerando inclusive potencial aproveitamento
de créditos de carbono.
Um fator que contribui para o desenvolvimento da avicultura sustentável é o benefício econômico e social
gerado pela atividade.
As cadeias de produção animal geram maior agregação de valor que as cadeias de produção de grãos.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, a avicultura gera cerca de 50% mais de valor agregado, que a soja, produto que em grande parte
é exportado na forma de grão. Como conseqüência existe maior geração de empregos,serviços e desenvolvimento econômico nas regiões
com cadeias de produção de aves. Exemplo disso é o Oeste de Santa Catarina, rgião berço da avicultura nacional.