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SABOR NATIVO CHEGA AO MERCADO

Clique aqui para fazer o download do vídeo do projeto.

O Projeto Sabor Nativo é desenvolvido pela Embrapa, com o apoio do Sebre, Finep e Fapeg. É voltado a inovação, a cooperação e visa contribuir com o fortalecimento da agroindústria regional, integrando seis empresas, cinco de Pelotas e uma de São Lourenço do Sul com o objetivo de produzir e colocar no mercado um lote com produtos inéditos, com frutas nativas e pequenas frutas da região de clima temperado.

Esta é a síntese da proposta que tende a aproximar ainda mais a comunidade dos resultados das pesquisas, considerando que de fato a prática da produção científica pode transformar e contribuir economicamente com a comunidade onde ela é implementada.

As empresas envolvidas são: Indústria de Doces Caseiros Crochemore, Fragole polpas, frutas e legumes congelados, Silvia Chocolates Artesanais (de São Lourenço do Sul), Sorvetes Tamaju, Arleti Tortas Diet e Valmatra.

O lote que irá para o mercado destaca-se por apresentar processos e produtos a partir de matérias primas pouco utilizadas, entre elas: araçá, pitanga, butiá, flor de feijoa e pequenas frutas de clima temperado como a amora e o mirtilo. Hoje, após a participação no Projeto Sabor Nativo, as empresas possuem 20 produtos diferenciados feitos com estas matérias primas. São geléias, trufas, bombons, sorvetes, polpas, tortas dietéticas e doces cristalizados prontos para conquistar o mercado e os consumidores.

Neste sentido, cabe ressaltar a contribuição com o desenvolvimento do setor, pois o projeto facilita a introdução de inovações nos processos produtivos das micro e pequenas empresas, o desenvolvimento de novos produtos e estimula a colaboração entre as mesmas. Desta forma, calcula-se que haverá aumento no plantio dessas espécies, considerando o conseqüente interesse da indústria em absorver a produção.

Segundo o coordenador do projeto, Daniel Aquini, “ao lançar este lote experimental no mercado, ampliamos a capacidade de produção das agroindústrias familiares e potencializamos a comercialização dos produtos. Assim, além de diminuir os riscos e os custos nas empresas, buscamos estimular, com mais segurança, a produção do pequeno agricultor e a valorização das frutas nativas.”

Aquini ressalta que por meio do projeto a comunidade terá novas opções de alimentos, pois essas frutas nativas eram subaproveitadas e a partir desta proposta poderão estar na mesa da comunidade.

Para o empresário Paulo Crochemore, o projeto acredita no desenvolvimento da agroindústria e valoriza o pequeno agricultor. “O projeto tem a nossa cara. Estamos localizados na colônia de Pelotas e com o Sabor Nativo trabalhamos o despertar para a consciência de comercializar produtos com as frutas que dispomos naturalmente na região. O projeto agrega elementos importantes pro desenvolvimento com a prospecção das nativas, incrementa o mercado e integra as agroindústrias”, conclui.


A REDE DE COOPERAÇÃO

O compartilhamento de ações entre as seis empresas estava previsto na elaboração do projeto, há dois anos. Hoje, pode-se comemorar os resultados. Neste caso, a rede de cooperação se dá desde o início da produção até a etapa final, quando o produto chega ao mercado. A matéria prima (fruta in natura) poderá ser adquirida individualmente e diretamente junto ao produtor rural, de acordo com o volume de produção e a demanda de cada um, contudo, as polpas serão processadas por uma das empresas e distribuídas para as demais. Os fornecedores serão comuns às seis empresas, permitindo mais competitividade com a possibilidade de redução dos custos de produção, por exemplo, em relação aos pedidos de compras das embalagens e rótulos.

CONQUISTAS – ETAPAS VENCIDAS

Durante o desenvolvimento dos produtos o projeto promoveu a troca de experiências a fim de aprimorar a produção industrial. A partir da solicitação de três empresas foram realizados cursos de BPF (Boas práticas de fabricação) e implantação de APPCC (Análise e pontos críticos de controle) onde cerca de 180 colaboradores tiveram a oportunidade de qualificar ainda mais as atividades que desempenham. Também para inovar e incrementar a produção do lote o projeto viabilizou a compra de equipamentos tais como: temperadeira de chocolates, seladora a vácuo, balança de precisão, forno industrial e liofilizador.

As visitas técnicas e de consultoria, realizadas pela equipe da Embrapa, as análises nutricionais e físico-químicas permitiram segurança no desenvolvimento e aprovação dos produtos. Atividades promocionais e de divulgação, entre essas as análises sensoriais - realizadas por mais de 300 pessoas, também contribuíram com o sucesso dos resultados obtidos.

Com o objetivo de intensificar e promover a comunicação foram enviados informativos impressos e boletins eletrônicos. Diversas reuniões, realizadas entre os representantes da Embrapa, do Sebrae e das empresas, uniformizaram as informações sobre as etapas e o cumprimento do cronograma de ações. Folders e kits promocionais foram produzidos para contribuir com a divulgação. O projeto foi apresentado em grandes eventos como a Expointer e a Fenadoce. O acompanhamento das atividades e dos resultados do projeto foi divulgado, durante dois anos, por inúmeros veículos de abrangência regional e nacional.

As metas estabelecidas no projeto - produzir o lote experimental (com produtos inovadores); adequar os processos produtivos das empresas ao novo mix de produtos; transferir tecnologias validadas para as seis micro e pequenas empresas de Pelotas e região; aumentar a área de produção das frutas nativas na região de abrangência do projeto; absorver a produção de pequenas frutas da região e desenvolver uma estratégia de marketing para os novos produtos - foram atingidas e superadas.

Estavam previstos o desenvolvimento de cinco novos produtos. Hoje, o Projeto Sabor Nativo apresenta 23 inovações, divididas entre 20 produtos e seis processos.

Vale destacar que o projeto é uma ação da Embrapa Clima Temperado, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia em conjunto com a FINEP, Sebrae e Fapeg.


AS FRUTAS

As frutas que foram utilizadas no projeto são ricas em propriedades nutricionais e medicinais. Entre elas podemos destacar:
Pitanga – Rica em vitamina E, C e substâncias não oxidantes; tem ação diurética, calmante, digestiva, antiséptica e refrescante; auxilia no combate à hepatite e inflamações da pleura; ajuda a controlar amigdalite e afta. Previne ou ameniza os sintomas de alguns cânceres como o de útero, cólon, boca, mama, próstata e pulmão. Anti-angliogênica evita a formação de vasos como varicoses e formação de novos tumores.
Butiá- Apresenta elevados teores de compostos fenólicos e atividade antioxidante, excelentes no combate aos radicais livres responsáveis pelo aparecimento de inúmeras doenças.
Araçá - Contém cálcio, fósforo e ferro; é rico em vitamina C; contém antioxidante natural; indicado no tratamento de prisão de ventre, gripes, resfriados e infecções.


O LANÇAMENTO E O MERCADO

O lote de produtos será lançado no mercado em dezembro deste ano. Neste primeiro momento, foram industrializados e estarão disponíveis ao consumidor 11 produtos dos 20 desenvolvidos pelo projeto. O restante tem produção prevista após a safra, em fevereiro de 2010. A atividade de lançamento prevê a presença da imprensa local e regional, de produtores, dos parceiros estratégicos, de distribuidores, fornecedores, de representantes dos órgão públicos, do setor hoteleiro, além dos representantes das empresas participantes e dos demais integrantes do Projeto, como exemplo a equipe da Embrapa Clima Temperado.
Após a atividade de lançamento os produtos estarão disponíveis aos consumidores em geral. Os produtos são diferenciados, mas possuem forte identidade local. Desta forma, são atrativos para o consumidor local e para visitantes que busquem produtos típicos da nossa região. Os preços são competitivos, de acordo com as linhas dos produtos similares que hoje estão no mercado.
Os pontos de venda são estratégicos. Primeiramente os produtos serão distribuídos em padarias e uma loja de conveniência, numa tradicional doçaria no centro de Pelotas, em um supermercado de São Lourenço do Sul, numa loja especializada na praia do Cassino e em um estabelecimento comercial na estrada de acesso entre Pelotas e a capital, Porto Alegre.

Total de Produtos desenvolvidos no Projeto Sabor Nativo

1) Araçazada – inédito Crochemore -
2) Balas de Araçá Cristalizados – inédito Crochemore
3) Schimier de Araçá – inédito Crochemore
4) Bombom de araçá – Inédito Silvia Chocolates
5) Bombom de butiá – inédito Silvia Chocolates
6) Trufa de Butiá - recheio liofilizado - inédito Silvia Chocolates
7) Trufa de Butiá - recheio polpa - inédito Silvia Chocolates
8) Sorvete de Araçá - inédito Tamaju
9) Sorvete de Butiá - inédito Tamaju
10) Torta dietética de Amora - inédito Tortas Diet
11) Torta dietética de Araçá - inédito Tortas Diet
12) Torta dietética de Mirtilo – inédito Tortas Diet
13) Geléia de Mirtilo – Valmatra (produto e processo)
14) Geléia de Pitanga – inédito Fragole (produto e processo)
15) Geléia de Pitanga- inédito Valmatra (produto e processo)
16) Polpa de Araçá – inédito Fragole
17) Polpa de Butiá – inédito Fragole
18) Polpa de Pitanga - Fragole
19) Polpa de Uvaia - inédito Fragole
20) Butiá Liofilizado para aplicação em recheios, coberturas e massas

Total de Processos desenvolvidos no Projeto Sabor Nativo

1) Uso de Atmosfera Modificada para embalar cristalizados – Crochemore
2) Liofilização do Butiá
3) Temperagem do Chocolate

Produtos do lote - que estarão disponíveis no mercado a partir de Dezembro:
1. Balas de Araçá - Crochemore
2. Bombom Araçá – Silvia Chocolates
3. Trufa de Butiá – Silvia Chocolates
4. Geléia de Mirtilo - Valmatra
5. Geléia de Pitanga – Fragole
6. Geléia de Pitanga – Valmatra
7. Schimier de Araçá - Crochemore
8. Sorvete de Araçá - Tamaju
9. Sorvete de Butiá - Tamaju
10. Torta de Amora – Arlete Tortas Diet
11. Torta de Mirtilo – Arlete Tortas Diet