Embrapa Clima Temperado
Sistemas de Produção, 10
ISSN 1806-9207 - Versão Eletrônica
Novembro/2007
Sistema de Produção da Batata-Doce
Luis Antonio Suita de Castro

Importância
Introdução

Características gerais

Cultura de tecidos e indexagem

Multiplicação de mudas
Canteiros de multiplicação e plantio comercial
Procedimentos básicos

Plantio comercial de batata-doce
Referências
Glossário

Expediente 

Multiplicação de mudas


A etapa seguinte consiste na multiplicação massal das plantas obtidas em laboratório por cultura de tecidos. A multiplicação vegetativa das plantas de batata-doce tem a vantagem de ser menos trabalhosa que a multiplicação em laboratório e de ser um processo rápido e de baixo custo. A Embrapa Clima Temperado tem realizado várias atividades no sentido de aperfeiçoar esta tecnologia (Castro, 2000 a/b/c).
Inicialmente, as plantas devem ser aclimatadas sob condições controladas em casa de vegetação ou estufa plástica. Devem ser plantadas em vasos com boa quantidade de substrato comercial para hortaliças (5,0 a 6,0 kg). A adubação mineral básica (NPK), pode corresponder à fórmula 4 - 14 - 8. Os tratamentos fitossanitários com inseticidas, fungicidas e acaricidas, as irrigações e as adubações nitrogenadas de cobertura são realizadas sempre que necessárias. Cultivares distintas devem ser mantidas distantes para evitar o entrelaçamento de ramas o que pode ocasionar mistura entre cultivares.
Quando as plantas apresentam ramas bem vigorosas, com hastes de aproximadamente 0,80 a 1,20m de comprimento, deve-se iniciar o corte das mesmas, normalmente a altura de quatro a seis folhas partindo-se da base para não prejudicar a planta matriz. Posteriormente, a haste deve ser foi seccionada de forma que apresente cada folha acompanhada de uma gema e de um pequeno fragmento de caule com aproximadamente 1,0 cm de comprimento. Para o desenvolvimento inicial das raízes devem ser usados frascos de vidro ou de plástico, com capacidade de 200 ml contendo apenas água potável (Figura 7).

Foto: Luis Antônio Suita de Castro

Fig. 1 Início da etapa de enraizamento das estacas de folha única para produção de mudas de batata-doce com alta sanidade.

Até 45 estacas de folha única pode ser colocadas em frascos cuja boca tenha aproximadamente 8,0 cm. O material deve ser mantido sob condições de boa luminosidade com temperatura entre 25 a 30°C, durante o período de enraizamento (2 a 3 dias). Posteriormente, as mudas são plantadas em vasos plásticos para desenvolvimento. Nesta etapa, é de extrema importância o rigor no processo de identificação das cultivares, para que não ocorram misturas. Na Embrapa Clima Temperado são utilizados copos descartáveis plásticos de café (200ml) coloridos, onde cada cor está relacionada a uma determinada cultivar (Figura 8). O desenvolvimento completo da muda ocorre sob condições de telados cobertos com tela anti-afídeos (Figura 9).
Trabalhos desenvolvidos pela área de melhoramento genético da Embrapa Clima Temperado, têm avaliado várias cultivares de batata-doce (Castro, et al., 2001a/b; Treptow et al., 2001; Choer, et al., 2002), entretanto apenas cinco estão sendo multiplicadas comercialmente e indicadas para plantio, devido as boas características agronômicas. As cultivares de polpa branca são predominantes devido às preferências de mercado e fatores genéticos dominantes (Hernandez et al., 1965), embora as cultivares de polpa amarela sejam ricas em pró-vitamina A (Filgueira, 1981).

Foto: Luis Antônio Suita de Castro

Fig. 2 Processo de identificação das cultivares para comercialização de mudas de batata-doce com alta sanidade.

Foto: Luis Antônio Suita de Castro

Fig. 3 Multiplicação vegetativa das mudas matrizes de batata-doce produzidas in vitro, através do enraizamento de estacas de folha única.
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