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A etapa seguinte consiste na multiplicação massal
das plantas obtidas em laboratório por cultura de tecidos.
A multiplicação vegetativa das plantas de batata-doce
tem a vantagem de ser menos trabalhosa que a multiplicação
em laboratório e de ser um processo rápido e de baixo
custo. A Embrapa Clima Temperado tem realizado várias atividades
no sentido de aperfeiçoar esta tecnologia (Castro, 2000 a/b/c).
Inicialmente, as plantas devem ser aclimatadas sob condições
controladas em casa de vegetação ou estufa plástica.
Devem ser plantadas em vasos com boa quantidade de substrato comercial
para hortaliças (5,0 a 6,0 kg). A adubação
mineral básica (NPK), pode corresponder à fórmula
4 - 14 - 8. Os tratamentos fitossanitários com inseticidas,
fungicidas e acaricidas, as irrigações e as adubações
nitrogenadas de cobertura são realizadas sempre que necessárias.
Cultivares distintas devem ser mantidas distantes para evitar o
entrelaçamento de ramas o que pode ocasionar mistura entre
cultivares.
Quando as plantas apresentam ramas bem vigorosas, com hastes de
aproximadamente 0,80 a 1,20m de comprimento, deve-se iniciar o corte
das mesmas, normalmente a altura de quatro a seis folhas partindo-se
da base para não prejudicar a planta matriz.
Posteriormente, a haste deve ser foi seccionada de forma que apresente
cada folha acompanhada de uma gema
e de um pequeno fragmento de caule com aproximadamente 1,0 cm de
comprimento. Para o desenvolvimento inicial das raízes devem
ser usados frascos de vidro ou de plástico, com capacidade
de 200 ml contendo apenas água potável (Figura 7).
Foto: Luis Antônio
Suita de Castro 
Fig. 1 Início
da etapa de enraizamento das estacas de folha única para
produção de mudas de batata-doce com alta
sanidade. |
Até 45 estacas de folha única pode ser colocadas
em frascos cuja boca tenha aproximadamente 8,0 cm. O material
deve ser mantido sob condições de boa luminosidade
com temperatura entre 25 a 30°C, durante o período
de enraizamento (2 a 3 dias). Posteriormente, as mudas são
plantadas em vasos plásticos para desenvolvimento. Nesta
etapa, é de extrema importância o rigor no processo
de identificação das cultivares, para que não
ocorram misturas. Na Embrapa Clima Temperado são utilizados
copos descartáveis plásticos de café (200ml)
coloridos, onde cada cor está relacionada a uma determinada
cultivar (Figura 8). O desenvolvimento completo da muda ocorre
sob condições de telados cobertos com tela anti-afídeos
(Figura 9).
Trabalhos desenvolvidos pela área de melhoramento genético
da Embrapa Clima Temperado, têm avaliado várias
cultivares de batata-doce (Castro, et al., 2001a/b; Treptow
et al., 2001; Choer, et al., 2002), entretanto apenas cinco
estão sendo multiplicadas comercialmente e indicadas
para plantio, devido as boas características agronômicas.
As cultivares de polpa branca são predominantes devido
às preferências de mercado e fatores genéticos
dominantes (Hernandez et al., 1965), embora as cultivares de
polpa amarela sejam ricas em pró-vitamina A (Filgueira,
1981). |
Foto: Luis Antônio
Suita de Castro 
Fig. 2 Processo de identificação
das cultivares para comercialização de mudas de
batata-doce com alta sanidade.
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Foto: Luis Antônio
Suita de Castro 
Fig. 3 Multiplicação vegetativa
das mudas matrizes de batata-doce
produzidas in vitro, através do enraizamento de estacas
de folha única. |
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