É recomendável que o solo dos pomares, na linha de plantas, ou seja, na área efetivamente explorada pelo sistema radicular das frutíferas, seja mantido livre de qualquer tipo de vegetação que possa competir com o pessegueiro no período compreendido, principalmente, entre a floração e a maturação dos frutos; estendendo-se até a queda das folhas.
Na fase de formação dos frutos, é muito importante que não haja concorrência por água e nutrientes, principalmente em solos com baixa fertilidade natural e pouco profundos.
Capinas mecânicas, quando executadas a tempo, contornam a presença indesejável, das plantas invasoras. Quando é utilizado o controle químico, recomenda-se que a aplicação de herbicidas pós-emergentes, seja feita em dias de sol.
Sementes de espécies invasoras conservam, no solo, o poder germinativo durante muito tempo. A adoção de práticas culturais que impeçam as plantas invasoras de sementarem, fará com que, com o passar dos anos, o número de espécies seja reduzido. Há também que se levar em consideração que o corte das plantas, favorece a penetração da luz, induzindo a germinação de sementes de espécies que requeiram luminosidade para o desencadeamento do processo germinativo. Este fenômeno poderá proporcionar o aparecimento de espécies cujas sementes estavam submetidas a um processo de quiescência.
A eliminação das espécies invasoras deve se restringir à área explorada pelo sistema radicular das frutíferas. Em muito casos, dependendo das espécies invasoras, do regime de chuvas e da disponibilidade de mão-de-obra, a capina manual torna-se impraticável ou ineficiente. Uma capina eficiente seguida da aplicação de um herbicida pré-emergente, permite, em certas situações, que a área tratada fique livre das plantas invasoras por um período superior a cinco meses.
Podem também ser utilizados herbicidas com ação pós-emergente; neste caso, entretanto, as invasoras devem ter altura máxima de 25 cm. Geralmente, herbicidas pós-emergentes não têm ação sobre as sementes, sendo inativados pelos colóides do solo.
Herbicidas de ação pós-emergente, como o glifosate (ou similar) e o paraquat (ou similar), vêm sendo utilizados no controle de plantas invasoras em pomares de pessegueiros. Os herbicidas, com ação pré-emergente, mais utilizados são: o diuron (ou similar), a simazina (ou similar) e a orizalina (ou similar).
É comum também, o uso de herbicida que contenha a mistura de diuron e paraquat com bons resultados.
O herbicida glifosate é utilizado na dosagem de 1,5 a 4 L ha-1 do produto comercial , o herbicida paraquat, na dosagem de 2 a 3 L ha-1 do produto comercial. A maior ou menor dosagem do herbicida é variável, dependendo dos estádio de desenvolvimento da invasora, assim como, da espécie de plantas invasoras.
Quanto aos herbicidas de ação pré-emergente, são utilizados nas dosagens de 2 a 3kg/ha do produto comercial, variando em função da textura do solo e do teor de matéria orgânica (níveis mais altos requerem maiores dosagens).
Muitas vezes, não é levado em consideração que a dosagem recomendada para a aplicação de um herbicida é feita em termos de área. Em um hectare de pomar, sendo utilizado um espaçamento de 6m entre linhas, descontadas as irregularidades do terreno e as estradas, têm-se, em termos gerais, 15 linhas a cada 100 m. Considerando-se que a faixa a ser isenta de plantas invasoras seja de 1m para cada lado da planta, tem-se uma área de 30 x 100 metros em cada hectare de pomar. Ou seja, 1ha de pomar equivale a 30% em área a ser tratada com herbicida, quando comparado a um cultivo anual (Quadro1).
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| Quadro 1 . Herbicidas pré-emergentes utilizados no controle das plantas invasoras em pomar de pessegueiros. |
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Herbicida Pré-Emergente
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Dosagem no Produto Comercial |
DIURON (ou similar) |
2,0 a 3,0 kg ha-1 |
SIMAZINA (ou similar) |
801,5 a 3,0 kg ha-1 |
ORIZALINA (ou similar) |
902,0 a 3,0 kg ha-1 |
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Herbicida Pós-Emergente
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| GLIFOSATE (ou similar) |
1,5 a 4,0 L ha-1 |
18PARAQUAT (ou similar) |
1052,0 a 3,0 L ha-1 |
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