Apresentação

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10.6 Figueira

Jair Costa Nachtigal & José Carlos Fachinello

10.6.1 Broca do tronco - Colobogaster cyanitarsis
            As larvas da C. cyanitarsis fazem galerias nos ramos e troncos, fazendo com que os ramos mais finos sequem. Também provocam o aparecimento de fendas na casca, devido a um aumento de pressão nas galerias, causado pela expansão da serragem, que não é eliminada das galerias, umedecida com saliva (Figura 70).

 

Figura 70 - Danos causados pela broca da figueira (C. Cyanitarsis). Foto: José Carlos Fachinello

            O controle pode ser realizado da mesma forma que o indicado para a broca dos galhos da laranjeira.


10.6.2  Broca dos ponteiros - Azochis gripusalis
            As lagartas danificam a casca e depois penetram descendentemente pela medula dos ramos, com o aprofundamento, as folhas vão murchando e as frutas atrofiam e secam, podendo comprometer totalmente a produção.
            O controle pode ser realizado através de pulverizações preventivas com inseticidas específicos, a partir do início da brotação. Pode também ser realizado pelo esmagamento das larvas, nas galerias, com arame flexível, bem como com armadilhas luminosas, providas de lâmpadas fluorescentes ultravioleta.
            É possível observar que, em plantas que receberam tratamentos freqüentes com calda bordalesa, ocorre uma menor incidência desta praga.


10.6.3 Cochonilhas
            As principais cochonilhas que atacam a figueira são a Morganella longispina e a Asterolecanium pustulans, que sugam a seiva dos tecidos depauperando as plantas.
            O controle é realizado da mesma forma que para as cochonilhas dos citros.