Apresentação

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Introdução

Jair Costa Nachtigal & José Carlos Fachinello

            Nos pomares, a natureza perene das plantas, o clima, o solo e a vegetação associada favorecem a existência de um número significativo de insetos e ácaros, em particular nas espécies que possuem folhas permanentes, como é o caso das plantas frutíferas em geral. Esta associação interfere de forma permanente e, num dado momento, uma ou mais espécies passam a se constituir em praga, causando sérios danos no pomar.
            Muitas vezes, a intensidade e a freqüência com que as pragas ocorrem depende essencialmente do modo que o pomar está sendo conduzido.
            É necessário saber reconhecer as pragas, os danos que elas causam, o período mais apropriado para o controle, as técnicas mais adequadas e que causam menos riscos ao homem e ao ambiente. Também é necessário observar que nem todos os insetos e ácaros, que ocorrem num pomar, produzem danos apreciáveis.
            O manejo integrado de pragas (MIP) ajuda a entender melhor o manejo ecológico das pragas no pomar, pois considera a existência da praga, do predador, do manejo ambiental (quebra-ventos, cobertura verde do solo, adubação orgânica, entre outros), técnicas de amostragem, uso de produtos químicos seletivos, entre outros. Em todos os conceitos pode-se notar que o principal objetivo é a obtenção de lucros à custa de mecanismos de controle natural, com ênfase aos organismos benéficos presentes na planta frutífera e no ecossistema.
            Em alguns casos, a ocorrência da praga pode estar associado com desequilíbrios biológicos provocados por aplicações inadequadas de defensivos, com efeito seletivo negativo ao desejado pelo agricultor.
            Com o MIP, procura-se racionalizar o uso de defensivos, não só devido aos problemas de custo, como pelo perigo que eles apresentam ao homem e ao desequilíbrio que eles podem causar a favor de determinadas pragas. Assim, o agrotóxico é recomendado como último recurso ou quando a população de insetos atingir o nível de dano econômico.
            Uma praga pode comprometer não somente a safra corrente, como também as safras futuras, chegando ao extremo de destruir totalmente a cultura. Pragas que podem levar as plantas à morte, como cochonilhas e coleobrocas, devem ser controladas com medidas seguras. Outras, como as moscas-das-frutas, comprometem apenas a safra do ano, sem afetar as plantas.
            Neste sistema, a amostragem assume um papel importante para um levantamento correto da população, quanto mais precisa for essa operação, tanto maior será o acerto na eliminação econômica da praga.
            O custo de controle é calculado de acordo com a dimensão do problema, seja de uma planta, de uma reboleira de 20 plantas, de um hectare de pomar ou de 20.000 plantas.
            A seguir, são apresentadas algumas informações básicas sobre as pragas mais comuns que ocorrem nas principais plantas frutíferas.
            O MIP é melhor entendido quando se utiliza o conceito de produção integrada de frutas (PIF), onde o monitoramento é uma prática que deve ser registrada em caderno de campo. Além disso, os produtores devem seguir as Normas Técnicas Específicas de cada cultura e a relação de agrotóxicos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, no site http://www.agricultura.gov.br/