José Carlos Fachinello & Jair Costa Nachtigal
Assim como acontece com as pragas, as doenças fazem parte
do complexo frutífera-ecossistema, agindo isoladamente ou em conjunto,
podem, em determinados circunstâncias, se tornarem fatores limitantes
da fruticultura.
As
práticas culturais recomendadas para cada cultura na produção
integrada de frutas (PIF) nos sites http://www.ufpel.tche.br/pif/
e relação de agroquímicos registrados no MAPA http://www.agricultura.gov.br/,
antes e depois da instalação do pomar, podem ajudar a diminuir
o aparecimento de doenças. Entre as principais práticas
utilizadas para evitar o aparecimento de doenças nos pomares, pode-se
citar:
a)
Plantio das mudas em locais abrigados de ventos, pois os ventos provocam
lesões nos tecidos e favorecem a disseminação de
fungos e bactérias. Um exemplo típico é a bactéria
da ameixeira e o cancro cítrico em plantas cítricas;
b)
Evitar o plantio das mudas em solos mal drenados ou onde já existiam
pomares da mesma espécie;
c)
Utilizar mudas sadias e adaptadas à região;
d)
Utilizar cultivares resistentes às doenças mais problemáticas
para a região;
e)
Utilizar um sistema de amostragem eficiente para identificar a presença
de inóculos no pomar;
f)
Empregar tratamentos que possam ser preventivos, curativos e erradicantes,
dependendo da doença e de sua importância econômica
para a cultura;
g)
O controle adequado de insetos pode ajudar no controle das doenças;
h)
Técnicas de cultivo no pomar, o manejo da colheita, entre outras,
podem diminuir de forma significativa a incidência de doenças
e melhorar a qualidade das frutas para o consumidor.