José Carlos Fachinello & Jair Costa Nachtigal
11.6.1 Ferrugem
Agente
causal: Puccinia psidii
A ferrugem
é a mais importante doença da goiabeira, pois o fungo ataca
os tecidos novos de órgãos em desenvolvimento, como folhas,
botões florais, frutas e ramos.
Os
maiores prejuízos do ataque da ferrugem são notados nas
frutas, pois esta doença resulta na perda de grande quantidade
de flores e frutas em desenvolvimento, reduzindo enormemente a produção.
Quando o ataque ocorre nestes órgãos, inicialmente ocorre
necrose e queda, já as frutas remanescentes, podem apresentar manchas
necróticas que reduzem o valor comercial e possibilitam a entrada
de outras doenças (Figura 89).


Figura 89 - Lesões de ferrugem em goiabas. Fotos: José Carlos Fachinello e Jair Costa Nachtigal
O controle da ferrugem pode ser realizado através de pulverizações com fungicidas específicos, associados a práticas culturais, como poda de limpeza e controle de ervas daninhas.
11.6.2 Seca bacteriana dos ramos
Agente
causal: Erwinia psidii
Esta
doença pode ocorrer nas extremidades dos ramos novos, os quais
murcham rapidamente; nas folhas, causando descoloração que
mais tarde evolui para a coloração parda-avermelhada, afetando
a nervura principal e o limbo próximo a ela; nos ramos, causando
secamento destes, até encontrar o tecido mais lignificado; nas
flores e frutas, os quais tornam-se mumificadas, de coloração
enegrecida (Figura 90). Quando a penetração da bactéria
se dá através das partes florais, o deslocamento interno
é pequeno.
Não
existem recomendações específicas para controle desta
doença, porém algumas práticas podem ser adotadas
a fim de diminuir os problemas. Entre eles estão:
a)
Permitir bom arejamento, insolação e penetração
dos tratamentos com produtos fungicidas no interior das plantas;
b)
Eliminar e queimar os ramos doentes;
c)
Aplicar fungicidas cúpricos desde o início da brotação
até que os frutas atinjam o diâmetro de 3cm;
d)
Evitar a poda da planta quando esta estiver molhada por orvalho, chuva
ou irrigação;
e)
Evitar adubações pesadas com nitrogênio, para que
não ocorra formação de órgãos tenros;
f)
Desinfectar ferramentas de poda.

Figura 90 – Seca bacteriana de goiabeira. Fotos: Jair Costa Nachtigal