Jair Costa Nachtigal, José Carlos Fachinello & Elio Kersten
3.3.1 Condições climáticas
a) Temperatura
As plantas necessitam de diferentes valores de temperaturas para cada
um de seus períodos fenológicos, tais como dormência,
brotação, floração, frutificação,
vegetação e maturação das frutas.
As
plantas de clima temperado necessitam de um período de baixas temperaturas
no inverno para que haja uma superação efetiva da dormência
(temperaturas inferiores ou iguais a 7,2°C). Hoje, sabe-se que as
temperaturas de até 11ºC também são efetivas
e que o mais importante são os frios contínuos durante o
período de repouso vegetativo, pois temperaturas acima de 21ºC
são prejudiciais neste período. Durante o repouso hibernal,
as temperaturas acima de 21°C anulam as horas de frio acumuladas.
Na Tabela 6 são apresentadas as necessidades de frio hibernal para
a saída do repouso de diferentes espécies frutíferas.
As
baixas temperaturas são mais limitantes às plantas de folhas
persistentes do que aquelas de folhas caducas. Na Tabela 6 são
apresentadas as temperaturas mínimas que podem causar danos aos
diferentes órgãos das plantas frutíferas. As temperaturas
foram registradas em posto meteorológico e os órgãos
foram submetidos por 30 minutos à temperatura crítica
Em
locais onde o número de horas de frio não é suficiente,
pode-se compensá-lo aplicando-se reguladores vegetais associados
ou em misturas com óleo mineral ou ainda utilizando cultivares
que necessitem uma menor quantidade de frio para sair da dormência.
Tabela 6 - Necessidades de frio no inverno para a superação da dormência das diferentes espécies. As variações correspondem à variabilidade existente entre as cultivares
ESPÉCIE |
No DE HORAS DE FRIO |
Pessegueiro |
100 a 1250 |
Fonte: ESCOBAR (1988).
Tabela 7 - Limites mínimos de temperatura que podem causar danos à frutificação de diferentes espécies
|
ESTÁDIO FENOLÓGICO |
|
||
ESPÉCIES |
Botões florais |
Plena floração |
Fruit set |
PESQUISADORES |
Macieira
Pessegueiro
Pereira
Ameixeira
|
2,8 6,7 2,8 1,1 |
1,7 3,9 1,7 0,6 |
1,1 2,2 1,7 0,6 |
Wilson Wilson Wilson Wilson |
A estimativa da quantidade de frio de uma região pode ser feita
diretamente através de termógrafo durante o período
de inverno, sendo que estas medições devem ser repetidas
durante vários anos.
Existem
outros métodos, baseados em fórmulas, cuja precisão
diminui com a simplicidade do cálculo.
Os
exemplos citados a seguir podem ajudar a ilustrar algumas maneiras que
podem ser utilizadas para calcular o número de horas de frio.
Fórmula de Mota:
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onde: y = número mensal de horas de frio £ 7,2ºC
x = temperatura média mensal dos meses de maio, junho,
julho e agosto.
Fórmula de Crossa-Raynaud:
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onde: y = número de horas de frio diárias
T = temperatura máxima diária
t = temperatura mínima diária
Estimativa de Weinberger: Está baseada na seguinte correlação:
T |
13,2 |
12,8 |
11,4 |
10,6 |
9,8 |
9,0 |
8,3 |
7,6 |
6,9 |
6,3 |
horas |
450 |
550 |
650 |
750 |
850 |
950 |
1050 |
1150 |
1250 |
1350 |
sendo t a média das temperaturas
médias de junho e julho.
O uso destas fórmulas deve ser realizado com prudência,
pois elas apenas apontam uma estimativa aproximada das horas de frio.
Freqüentemente, se obtêm resultados diferentes, numa mesma
região, usando fórmulas diferentes.
Modelo de Richardson ou modelo de Utah:
Baseia-se
na premissa de que uma temperatura de 6ºC contribui mais para a
saída do repouso que qualquer outra; 10ºC corresponde à
metade da eficiência e 21ºC anularia o efeito de uma temperatura
anterior mais baixa. O modelo relaciona a temperatura com unidades de
frio efetivas, de forma que uma unidade de frio eqüivaleria a uma
hora de exposição a 6ºC e considera o efeito negativo
das temperaturas elevadas. A conversão dos valores
de temperatura em unidades de frio é da seguinte maneira:
| TEMPERATURA (ºC ) | UNIDADES DE FRIO |
< 1,4 |
0 |
Para determinar o número total de unidades de frio, basta dispor-se das temperaturas horárias e multiplicá-las pela unidade de frio, segundo a escala anterior.
b) Chuvas
A distribuição pluviométrica, ao longo do período
do ano, é importante, pois o excesso de chuvas em um determinado
período pode provocar o aparecimento de doenças, como,
por exemplo, quatro dias seguidos com uma lâmina de água
na folha é suficiente para que ocorram as primeiras infecções
da sarna em macieira. Chuvas pesadas podem também provocar o
aparecimento de zonas encharcadas no interior do pomar, o que pode ser
muito prejudicial às plantas frutíferas, visto que a maioria
delas não suporta períodos prolongados com solos alagados.
Por outro lado, a falta de chuvas no período que antecede à
colheita pode causar diminuição do tamanho e até
mesmo queda das frutas.
Quando
as médias das precipitações pluviométricas
forem consideradas altas (± 1500mm ano-1), todos os cuidados
devem ser tomados em relação a doenças, conservação
do solo e polinização, caso contrário os danos
poderão ser de grandes proporções. Tradicionalmente
as zonas produtoras de frutas em todo o mundo são áreas
com baixas precipitações, menores que 500mm ano-1, onde
a necessidade hídrica é complementada com irrigação.
c) Umidade relativa
Locais com umidade relativa elevada aumentam os riscos e prejuízos com doenças. Já plantas como o quivizeiro não se adaptam a locais com baixa umidade relativa do ar, devido à perda de água pelas folhas. Esta variável é muito presente nas regiões edafoclimáticas produtoras de frutas no sul do Brasil, o que contribui para elevar o custo de produção e o uso de agrotóxicos.
d) Ventos
Os ventos dominantes danificam as plantas, principalmente os ramos novos,
aumentando os riscos de doenças pela facilidade na disseminação
das mesmas. No caso de bacterioses em rosáceas (Xanthomonas
pruni) e mesmo doenças fúngicas como é o caso
da ferrugem na goiabeira, antracnose na videira entre outras, podem
ser reduzidas de forma importante com a presença de uma cortina
vegetal. Além disso, o vento causa quebra de ramos, quebra das
mudas no ponto de enxertia, queda de frutas, entre outros. Durante o
período de floração, o vento pode dificultar o
trabalho de insetos polinizadores, como, por exemplo, das abelhas, diminuindo
a polinização e, conseqüentemente, a frutificação.
Recomenda-se
implantar quebra-ventos para deter os ventos dominantes, de preferência
na forma de L. Normalmente o quebra-vento protege uma área anterior
quatro vezes maior do que sua altura e uma área posterior de
até 20 vezes, ou seja, se as plantas do quebra-vento tiverem
5 metros de altura, a proteção do pomar será de
aproximadamente 100 metros.
As
plantas utilizadas para a formação do quebra-vento devem
ser de preferência melíferas, que apresentem crescimento
rápido, boa ramificação, folhas perenes e sistema
radicular pouco agressivo, devendo serem dispostas em filas duplas ou
triplas para fornecer melhor proteção.
Quando forem utilizadas espécies de crescimento lento,
recomenda-se que o quebra-vento seja implantado de 1 a 3 anos antes
do plantio da cultura. Como isso nem sempre é possível,
pode-se utilizar uma espécie de porte mais baixo, porém
com crescimento inicial rápido, como é o caso do capim
elefante e camerão. Com isso, consegue-se uma proteção
na fase inicial da cultura, que é uma fase bastante delicada
para a maioria das espécies, depois, com o passar do tempo, pode-se
eliminar o capim, deixando-se o quebra-vento definitivo.
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Figura 18 – Utilização de quebra-vento em pomares. Foto: José Carlos Fachinello
Figura
19 - Diversos efeitos conseguidos com diferentes tipos de quebra-ventos.
A - Quebra-vento impermeável, protegendo uma área de 15
a 20 vezes a sua altura; B - Quebra-vento impermeável, a área
protegida é menor e; C - Quebra-vento sem proteção
na base (adaptado de VELARDE, 1991)
e) Granizos e geadas
O controle de granizo é muito difícil e, em locais sujeitos a chuvas de granizo, não se recomenda o plantio de frutíferas. O controle de granizo, através do uso de foguetes a base de nitrato de prata, para ser eficiente, necessita de radares para determinar a altura e o ponto de nucleação das nuvens, permitindo que se faça o lançamento do foguete no momento exato. Uma alternativa que vem sendo utilizada é o emprego de telas de proteção colocadas ao longo das filas, em locais onde as chuvas de granizo são freqüentes e para pomares com grande retorno econômico, como uvas para mesa e maçãs.
O efeito prejudicial do abaixamento de temperaturas, provocado por geadas, depende do estádio fenológico da planta. Geadas do cedo ou tardias são mais prejudiciais à planta e seu controle envolve grandes despesas com energia.
Para se controlar o abaixamento da temperatura a níveis danosos às plantas, diversos métodos têm sido empregados, entre eles os métodos passivos, biológicos e ativos.
Passivos
São medidas preventivas que envolvem o tipo de solo, local de plantio, cobertura do solo, textura do solo, entre outros. Os solos descobertos perdem calor com mais facilidade durante a noite.
Biológicos
Envolvem o conhecimento da dormência, a utilização de métodos que visam retardar a floração, manutenção da folha em bom estado nutricional e sanitário, variedades de florescimento tardio e umidificação do ambiente.
No caso do pessegueiro e da ameixeira, os programas de melhoramento sempre consideram como ponto fundamental que as novas cultivares floresçam mais tarde que as cultivares tradicionais. Isto é possível pois a exigência térmica é mais alta para o florescimento.

Figura 20 - Vista esquemática de um vale com plantas no fundo, e na encosta. Nas noites claras, calmas e com fortes perdas de calor por radiação, ocorre um esfriamento do ar da superfície do solo. O ar denso e frio que forma ocupa o fundo do vale, obrigando o ar quente subir e se perder com a altura. Assim, em noites de geadas se origina uma inversão térmica que favorece as plantas situadas em encostas (adaptado de WESTWOOD, 1982)
Ativos
Um deles visa suprir a perda de calor através do aquecimento ou pela utilização da energia liberada pela mudança da fase líquida da água para a fase sólida (gelo), que é de 80cal g-1, e aqui se enquadra o uso da irrigação por aspersão.
Outro método visa evitar a perda de calor noturno através do uso de neblina. Um terceiro, visa quebrar a camada de inversão de temperatura na atmosfera, que se forma durante a noite, através do uso de ventiladores.
O método de irrigação por aspersão tem sido largamente utilizado em alguns países, resultando num método eficiente e econômico. As perdas de calor são da ordem 1,5 a 4,0 milhões cal.ha-1 h-1 e para repor estas calorias são necessárias 20 a 50m3ha-1 h-1, o que corresponde 2 a 5mm h-1. O início da irrigação deve ser feito quando a temperatura se aproxima de 0°C.
Existem outros métodos tais como: interceptação da radiação terrestre (nebulização aquosa e oleosa); cobertura (arborização, plástico ou vidro) e; método da serragem salitrada. Este sistema produz nuvens de condensação. Deve-se utilizar 20kg de serragem seca, 8kg de salitre do chile, 6 litros de óleo queimado e 4 litros de água. Esta mistura é colocada em tambores ou covas de 70 x 70 x 70cm, na razão de 2 a 3 nebulizadores para cada hectare de bacia e distribuídos na parte alta da bacia de proteção. Esta mistura deve ser acesa quando os termômetros acusarem uma temperatura de 2ºC. O importante é saber se as condições climáticas são favoráveis ao aparecimento de geadas.
3.3.2 Solo
Para instalação de pomares, deve-se dar preferência para solos francos, profundos e bem drenados, evitando-se solos encharcados ou sujeitos a encharcamento ou que possuam camada que impeçam a drenagem (Figuras 21 e 22).
Deve-se evitar o plantio em áreas que antes foram cultivadas com frutíferas, procurando realizar rotação de culturas com plantas anuais e só depois de 3 anos voltar a plantar espécies frutíferas, de preferência, de família botânica diferente da anterior.
Outro cuidado, na preparação de um solo, refere-se à eliminação de pedras e tocos de plantas. As pedras constituem um obstáculo ao trabalho e ao manejo do pomar, já os tocos, além de constituírem uma barreira mecânica, são também hospedeiros de fungos de raízes, que podem atacar o sistema radicular das plantas frutíferas.

Figura 21 - Longevidade de pessegueiros em solos com diferentes drenagens. (GRAAF, 1939)
Figura
22 - Evolução do rendimento de pessegueiro em solos
com diferentes drenagens. (GRAAF, 1939)
Problemas de replantio de frutíferas
Quando são plantadas frutíferas em solos previamente ocupados pela mesma espécie ou por espécie intimamente afim, pode resultar um crescimento deficiente. Os sintomas são um pequeno sistema aéreo e um sistema radicular fraco, com raízes freqüentemente descoloridas, com poucas ramificações laterais e poucos pêlos absorventes. Estes sintomas têm sido reconhecidos, desde há mais de 250 anos, como "doença do solo" ou "problemas de replantio". Embora o termo "doença específica de replantio" tenha sido proposto para evitar confusão com muitos outros problemas de replantio não relacionados, esta expressão pode não ser de grande utilidade, pois nem sempre as plantas estão sujeitas a esses problemas.
Similarmente, nem sempre é necessário que se tenha o mesmo tipo de planta replantada para se observar o problema. Ele deveria, portanto, ser considerado não como doença, mas como uma indisposição geral do solo. Essa indisposição é mais severa no estabelecimento de macieiras, cerejeiras, pessegueiros e plantas cítricas e menos severa em ameixeiras e pereiras. Várias opções, tais como patógenos, nutrição e fatores físicos e químicos tem sido consideradas como possíveis explicações.
Estudos com cerejeiras e ameixeiras, cultivadas em vaso, sugerem que o fungo Thielaviopsis basicola é responsável pelo aparecimento deste tipo de problema. Algumas cepas do fungo, isolado do solo, produziram todas as características da doença, incluindo especificidade inter e intra-genéticas, sintomas do hospedeiro, estabelecimento, imobilidade e persistência do agente causal do solo, crescimento normal das plantas após a sua transferência a solos de "não replantio" e influências limitadas do tipo de solo na incidência da doença. Assim, parece que plantas mais velhas podem tolerar a presença do fungo no solo, enquanto que as plantas em estabelecimento não podem, pois apenas algumas cepas do fungo são patogênicas. O T. basicola não afeta as várias espécies de Malus, na qual se inclui a macieira.
O problema da maçã foi investigado de maneira similar ao da cerejeira e da ameixeira, mas mostrou-se mais intratável. Pythium sylvaticum e outros sete Pythium spp foram isolados do solo de replantio e descobriu-se que a maioria deles podia reduzir o crescimento da planta quando aplicado ao novo solo. As depressões no crescimento foram similares aos aumentos que ocorriam após a fumigação de cloropicrina do solo de replantio em pomares de macieira. Os fungos tinham apenas uma baixa virulência à cereja. No entanto, as observações não são completamente conclusivas, porque os fenômenos de crescimento deficiente são muito mais difíceis de serem diagnosticados do que sintomas mais definidos, tais como as lesões causadas pela maioria dos patógenos.
Os efeitos alelopáticos, dentro da mesma espécie, ocorrem pela liberação de substâncias no solo pelo sistema radicular, assim as raízes de pessegueiro liberam prunasina, as raízes de ameixeira amigdalina e as raízes de nogueira o jiglone. Estas substâncias inibem o desenvolvimento normal da espécie, no mesmo local.
3.3.3 Água
A propriedade deve possuir água de qualidade e em quantidade para realização de irrigações, tratamentos fitossanitários, para o consumo humano, entre outros.
3.3.4 Exposição do terreno e topografia
Em solos planos este item não tem importância, porém,
em solos mais inclinados, deve-se escolher a exposição norte,
devido à melhor insolação e à menor incidência
de vento. De preferência na meia encosta, evitando-se o plantio
em áreas muito acidentadas, com declives acima de 20%.
A disposição
das plantas no pomar deve considerar o melhor aproveitamento da luz solar.
Assim, as plantas que receberam uma maior quantidade de luz solar serão
também as mais produtivas.
3.3.5 Mão-de-obra
As práticas realizadas no pomar necessitam de mão-de-obra
qualificada e em grande quantidade. Normalmente são necessários
de um a três homens por hectare, pois, praticamente todas as atividades
que envolvem o manejo da planta, são realizadas manualmente. Para
tanto, é necessário que se faça uma pesquisa com
antecedência da disponibilidade de mão-de-obra na região,
com isso evita-se prejuízos devido a não realização
de uma atividade por falta de pessoal, ou mesmo a má realização
desta devido à falta de experiência.
A fruticultura
é uma atividade típica para pequenas propriedades. A mão-de-obra
familiar nem sempre é suficiente e, na maioria das vezes, necessita
ser complementada, principalmente no período da poda hibernal,
raleio e colheita das frutas.
3.3.6 Transporte
As frutas se caracterizam por serem bastante perecíveis e sensíveis
ao manuseio. Isso exige que se tenha estradas que permitam o transporte
rápido do local de produção ao destino final da fruta,
quer seja a indústria ou o consumo “in natura”.
Somente
a rapidez não é suficiente, é preciso ter-se estradas
em boas condições de tráfego, além de veículos
e embalagens adequadas. Os cuidados devem ser iniciados no momento da
colheita, procurando-se evitar, de todas as formas, os danos nas frutas,
que irão depreciá-los no momento da comercialização,
causando, até mesmo, o descarte dos mesmos.
3.3.7 Mercado
Antes de instalar um pomar deve-se ter informações sobre
as demandas regionais, estaduais, nacionais e internacionais; os períodos
do ano que as frutas alcançam melhores preços; sobre as
variedades de preferência do consumidor, principalmente com relação
ao tamanho, cor e sabor das frutas. As frutas de película vermelha,
como é o caso de algumas cultivares de maçã, tem
um mercado mais garantido. Pois, as frutas com cores avermelhadas chamam
mais atenção do que as frutas com cores esverdeadas.
As
frutas destinados ao mercado “in natura”alcançam preços
mais elevados do que as frutas destinados à indústria, porém
requerem embalagem adequada e maiores cuidados no manuseio por parte dos
produtores.
Deve-se,
também, considerar a distância do pomar ao centro de consumo,
a perecibilidade das frutas e a existência de agroindústrias
para o aproveitamento do excedente.