José Carlos Fachinello, Jair Costa Nachtigal & Elio Kersten
Embora os princípios gerais de disponibilidade de nutrientes no
solo sejam bastante conhecidos, a sua aplicação em fruticultura
enfrenta algumas dificuldades, principalmente devido ao pouco conhecimento
do sistema radicular no que diz respeito à morfologia, distribuição
e absorção dos nutrientes do solo. Além da falta
de conhecimento do sistema radicular e de técnicas de aplicação
de fertilizantes, ainda não existem critérios definidos
para a recomendação segura destes insumos em plantas perenes.
As
plantas frutíferas exploram grandes volumes de solo e se diferenciam
das plantas anuais pois apresentam estruturas que podem armazenar nutrientes
de um ano para outro, como raízes, caule, ramos e folhas.
A análise
química das plantas frutíferas mostra que 17 elementos são
considerados essenciais: carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio
(O), nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio
(Ca), magnésio (Mg), enxofre (S), boro (B), ferro (Fe), zinco (Zn),
manganês (Mn), cobre (Cu), molibdênio (Mo), cloro (Cl) e sódio
(Na).
O Zn,
B, Mn, Cu, Fe, Mo, Cl e Na entram em pequenas quantidades na composição
das plantas, por isso são chamados de micronutrientes, os demais
são chamados de macronutrientes.
Aproximadamente
95% do peso seco das plantas e ao redor de 98% do peso fresco correspondem
ao carbono, hidrogênio e oxigênio. Portanto, os elementos
que constituem os restantes 5% do peso seco são os mais importantes
na adubação dos pomares.
Na
prática de adubação, procura-se suprir a diferença
entre a necessidade da planta e a quantidade dos nutrientes que o solo
é capaz de fornecer.