Apresentação

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6.6 Quedas fisiológicas das frutas

José Carlos Fachinello, Jair Costa Nachtigal & Elio Kersten

            Ao longo de todo o processo de desenvolvimento das frutas, ocorrem uma série de fenômenos fisiológicos, que provocam a queda dos mesmos. Também podem ocorrer, em qualquer momento, as quedas acidentais que são provocadas por ventos, chuvas de granizo, doenças, pragas, entre outras.
            a) Queda das frutas no vingamento - neste momento ocorrem a queda de flores e frutas mal fecundadas. Pode acontecer uma queda de até 95% da floração total, sem prejuízos para a colheita. Esta situação pode ser agravada quando ocorrer, simultaneamente, geadas, chuvas em excesso ou falta de polinização;
            b) Queda no inchamento das frutas (“June drop”) - neste período ocorre uma competição entre as frutas, normalmente no final do período de multiplicação celular e início do engrossamento da fruta. Neste período podem cair de 10 a 30% das frutas presentes na planta. Esta situação pode ser agravada por problemas nutricionais e climáticos;
            c) Queda pré-colheita - forma-se uma camada de abscisão entre a fruta e o pedúnculo, o que facilita a queda das frutas. Este processo é mais comum em algumas espécies frutíferas, como a macieira e a pereira. Alguns fenômenos climáticos podem agravar ainda mais a situação, tais como períodos de seca, ventos, pragas e doenças. As frutas caem antes do tempo e, quase sempre, estão ainda inadequados para o consumo.

            O uso de fitorreguladores, tais como o ácido naftalenoacético (ANA), em baixas concentrações na forma de pulverizações, podem diminuir os efeitos da queda pré-colheita.