Apresentação

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9.3 Giberelinas

José Carlos Fachinello & Elio Kersten

            As giberelinas foram descobertas a partir do fungo Gibberella fujikuroi que atacava plantas de arroz, causando um crescimento excessivo e, por conseqüência, o tombamento das mesmas. Através do isolamento do princípio ativo, presente no extrato do fungo, chegou-se à identificação das giberelinas. Atualmente, mais de 80 tipos diferentes de giberelinas já foram identificadas.
            Os órgãos que apresentam maior concentração de giberelinas são sementes em germinação, endosperma, frutas imaturos e ápices de caules e raízes e, por isso, estes órgãos sejam os prováveis locais de síntese deste grupo de reguladores.
            O transporte das giberelinas ocorre, das raízes até a parte aérea, via xilema, juntamente com a seiva bruta e; das folhas até as outras partes da planta, via floema, porém ocorrem na maioria dos tecidos da planta.
            O principal efeito das giberelinas é o crescimento vegetativo, devido à expansão celular, porém podem também atuar sobre a germinação de sementes; retardar a senescência e abscissão; induzir a partenocarpia (formação de frutas sem o processo normal de fecundação); induzir a floração e atuar na expressão sexual.
            Dentre as diversas giberelinas existentes, o ácido giberélico (AG3) é, sem dúvida, a que tem maior utilização em fruticultura. O AG3 pode ser aplicado a 60mg L-1 na pré-colheita, em citros, para manter a coloração verde da casca das frutas. Em viticultura, o AG3 é empregado para melhorar a percentagem de germinação de sementes, em concentrações que variam de 10 a 8.000mg L-1, de pendendo do uso ou não da estratificação pelo uso do frio; para melhorar a brotação de gemas, em concentrações de 100 a 300mg L-1; para a descompactação do cacho, nas concentrações de 2,5 a 10mg L-1 em pré-florescimento ou florescimento; para indução de bagas sem sementes, por imersão dos cachos nas concentrações de até 200mg L-1, no início da frutificação; aumento das dimensões das bagas. Em bananas e caquis, a aplicação de 100mg L-1 na fruta, provoca o atraso na maturação.